2.º Ciclo

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Quem sou?

O excesso de peso atinge hoje cerca de um terço das crianças portuguesas.
Apesar de não as podermos responsabilizar por este facto, podemos, sim, também no âmbito escolar, abrir espaço à reflexão sobre hábitos alimentares e de atividade física, levando-as a questionar-se: o que comemos ao longo dos dias, como são os nossos hábitos de atividade física? O que é possível mudar para melhorar?
Este primeiro tema procura conduzir ao autoconhecimento dos alunos em matérias direta ou indiretamente ligadas ao seu estilo de vida e, em simultâneo, promover a sua autoestima, fortalecendo uma imagem positiva do corpo de forma a obter melhores resultados. Numa altura em que estão a viver muitas transformações, é importante que os alunos se sintam bem na sua pele para que tenham maior motivação para se cuidarem e adotarem hábitos saudáveis. 
Este tema pretende, assim, abrir um espaço de reflexão, levando os alunos a progredir neste processo de autoconhecimento. São pontos de partida pessoais que os poderão levar a pensar no que podem mudar nos seus hábitos de vida.
A expressão das ideias dos alunos, do que os incomoda e lhes desagrada, assim como a formulação dos seus desejos de mudança são importantes para obter o seu envolvimento num processo consciente de crescimento. Esse conhecimento pessoal, combinado com a recolha de informação ao nível do grupo (grupos de alunos ou turmas), facilitará a definição de objetivos de mudança mais amplos.
No tratamento deste tema podem abordar-se assuntos mais íntimos e pessoais, já que os alunos são colocados perante a situação de pensar neles próprios. É importante que se sintam à vontade e que a reflexão não seja perturbada pelo receio de se exporem. Para tal, antes do início, por exemplo da realização das fichas, deve anunciar-se que estas não se destinam a ser lidas nem comentadas na aula e não são para devolver ao professor. 

Fichas de Trabalho

Sinto-me bem na minha pele (N.º 2)

O meu diário alimentar (Nº 3)

As tradições alimentares da minha família (Nº 4)

O pequeno-almoço (Nº 5)

Estás em boa forma? (Nº 7)

O meu diário alimentar (Nº 16)


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Conhecer os alimentos

Para além da energia necessária para todas as funções básicas do corpo (como respirar, controlar a temperatura, fazer circular o sangue ou bater o coração), os alimentos fornecem-nos também as substâncias que formam o corpo e ajudam a combater as doenças — os nutrimentos. No seu conjunto, e cumprindo as suas funções, os nutrimentos tornam possível que o nosso corpo funcione em harmonia.

Os diferentes tipos de nutrimentos são: 

- Os hidratos de carbono: contêm energia facilmente disponível para as células. Devem constituir a base da nossa alimentação e encontram-se em maiores quantidades nas plantas (cereais e derivados, raízes, tubérculos e leguminosas). 
- As proteínas: desempenham funções como elementos estruturais, como componentes do sistema imunitário, como enzimas. Principais fontes: carne e pescado, os ovos, leite, queijo, iogurte. 
- As gorduras: são uma forma concentrada de energia. Principais fontes: óleos de sementes, azeite, manteiga, natas, banha e margarina. 
- As vitaminas: são substâncias orgânicas de que o nosso organismo necessita para funcionar bem. Estão presentes nas frutas e legumes.
- Os minerais: ajudam a equilibrar o nosso corpo pois são elementos essenciais pois ajudam no crescimento, reprodução e saúde durante o ciclo da vida.  
- A água: serve como meio de transporte, como “ingrediente” das células e mantém-nos à temperatura certa. Está presente nos líquidos, sopa, saladas, frutas.

A Roda dos Alimentos

A Roda é uma representação gráfica que nos dá pistas sobre o modo de praticarmos uma alimentação completa, equilibrada e variada.
A Roda apresenta 7 grupos, nos quais são associados alimentos com perfis nutricionais próximos:
•Cereais e derivados, tubérculos
•Hortícolas
•Fruta
•Laticínios
•Carnes, pescado e ovos
•Leguminosas
•Gorduras e óleos

Para cada grupo de alimentos são estabelecidas porções, traduzidas em medidas concretas (por ex.: chávenas almoçadeiras ou colheres de sopa, sobremesa ou chá), que variam com a idade, a condição ou o nível de atividade de cada um.
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Alimentação e Saúde

Concretamente, o que temos a ganhar se praticarmos uma alimentação dita saudável? É a esta pergunta que se tenta responder através das atividades proporcionadas por este tema. 
A abordagem escolhida é, deliberadamente, positiva e corresponde à filosofia de todo o projeto Nestlé Crianças Saudáveis: a alimentação é uma fonte de saúde e de prazer. 
Por isso, fala-se muito mais dos aspetos positivos do que dos perigos, acreditando que a força dos benefícios aliada à vontade dos jovens de estarem “bem na sua pele” seja o melhor motor para o desenvolvimento de estilos de vida saudáveis.

Eis alguns aspetos a considerar na abordagem deste tema:

Variar: sem contar com o leite materno, não existe um só alimento capaz de fornecer todos os nutrimentos necessários ao corpo humano. Por isso, é tão importar variar, para fornecer ao corpo tudo aquilo de que precisa.
Comer a quantidade certa: os estilos de vida sedentários estão a tornar as pessoas obesas em quase todos os países do mundo ocidental. Comer de acordo com as necessidades e aumentar a atividade física são as medidas chave para conseguir o equilíbrio.
Equilibrar: os alimentos ricos em hidratos de carbono devem ocupar um lugar central na nossa alimentação, contribuindo para a regulação do apetite e a saúde a longo prazo. Frutas e legumes devem vir logo a seguir na proporção alimentar, dando-nos vitaminas, antioxidantes e outras substâncias protetoras.
Apreciar as refeições: partilhar refeições com amigos e em família, comer devagar, saboreando... Os aspetos sociais e culturais ligados à alimentação são tão importantes para o nosso bem-estar a longo prazo como os componentes básicos nutricionais.
Apostar no dia-a-dia: em alimentação o que conta é a rotina, não os dias em que esporadicamente fugimos à regra. Esses também são importantes e devem ser isso mesmo: exceções. Devemos, assim, no dia-a-dia investir em hábitos alimentares saudáveis, acompanhados de exercício físico regular que estimula o corpo, a mente e regula o apetite.
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Mexe-te!

Atualmente, cerca de 60% da população mundial tem um nível de atividade física insuficiente para um balanço energético equilibrado — ou seja, não se mexe o suficiente para a energia que insere através dos alimentos. É esta a razão principal para o aumento da percentagem de pessoas com excesso de peso ou já no nível de obesidade. 
O cenário não é diferente entre as crianças e jovens: ingestão de alimentos com alta densidade calórica (muitas calorias em pouco espaço), combinados com atividades de lazer cada vez mais sedentárias situem hoje em cerca de um terço a quantidade crianças e jovens com excesso de peso.

Qual o problema de ter peso a mais?

O excesso de peso aumenta o risco no desenvolvimento de doenças crónicas, como as coronárias ou respiratórias, a diabetes tipo 2, osteoartrites, hipertensão, problemas psicológicos ou alguns tipos de cancro. Os riscos para a saúde começam logo com pequenas subidas de peso e não apenas com estados de obesidade mais avançada.

Equilíbrio energético: o que é?

As calorias medem a quantidade de energia dos alimentos e a energia que gastamos nas nossas atividades. Porque é tão importante podermos medir esta energia? Porque só assim podemos perceber se estamos a comer de forma equilibrada e adequada às nossas necessidades.
Para um adulto, em bom estado de saúde, o ideal é conseguir que a quantidade de energia ingerida, através dos alimentos, seja igual à quantidade de energia gasta. 
No entanto, quando se trata de crianças e adolescentes em fase de crescimento, o ideal é que exista um aumento de peso (resultante do aumento da massa muscular e dos ossos). 

Vantagens de uma vida ativa

- Contribui para um balanço energético mais equilibrado;
- Fortalece o coração, pulmões, ossos ou articulações; 
- Protege-nos de algumas doenças como o cancro;
- Melhora o bem-estar, o humor, a autoestima, o sono, reduz a ansiedade.

Como mudar? 

Ser ativo não tem a ver apenas com a prática de um desporto. Somos ativos quando andamos a pé, jogamos à bola, dançamos, arrumamos a casa, tomamos banho no mar, cozinhamos. Integrar a atividade física no dia-a-dia, pode ser uma boa aposta.

Fichas de Trabalho

Há um campeão dentro de ti (Nº 8)

Para cada caso, uma solução (Nº 9)

Sentado, deitado, em pé...?  (Nº 25)

Não fomos feitos para estar parados  (Nº 26)- 2.º Ciclo

Cada atividade, a sua especialidade (Nº 29)


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Em digestão...

(Introduzir imagem alusiva ao processo digestivo - Boca/Esófago/Estômago/Intestino grosso/Intestino delgado/Reto)

O ato de comer chama-se ingestão. Apesar de parecer muito simples, e de o fazermos quase sem dar por isso, este processo envolve ações muito complexas. A digestão é uma das funções mais importantes do organismo: só para se ter uma ideia, o sistema digestivo utiliza metade dos órgãos do corpo.

Primeiro ingerimos...

Os alimentos são colocados na boca e a partir daí entram em ação os dentes, a língua e a saliva, que os vão deixar prontos para a próxima fase...

Depois digerimos...

A digestão começa na boca e termina no intestino grosso. Consiste na transformação dos alimentos em nutrimentos que possam ser absorvidos e utilizados pelas células do organismo.
Em alguns casos, a digestão não é necessária: por exemplo para a água, minerais e alguns hidratos de carbono (como as fibras).

A seguir absorvemos...

Agora que os alimentos já foram triturados e transformados em nutrimentos, passam do sistema digestivo para a corrente sanguínea, para poderem chegar a todas as células. 

No final, eliminamos...

Nem tudo o que ingerimos passa para o sangue e é aproveitado. Algumas partes dos alimentos não são completamente digeridas e outras nunca chegam a ser absorvidas. O corpo humano tem de ter um sistema de seleção que elimine estes alimentos que não são aproveitados pelo nosso corpo e que elimine também as substâncias indesejáveis que as células produzem durante o seu trabalho. 
As formas através das quais o corpo elimina estas substâncias são a urina e as fezes (e também a respiração e a transpiração). 

A mecânica e a química em ação!

Ingerir, digerir, absorver e eliminar são processos que implicam dois tipos de ações: mecânicas e químicas. 
A parte mecânica consiste em mastigar, deglutir, empurrar os alimentos ao longo do sistema digestivo e eliminar as fezes.
A parte química consiste em ir transformando os alimentos em substâncias cada vez mais simples até se chegar aos componentes mais simples dos nutrimentos, aqueles que podem ser absorvidos pelo organismo.
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É bom estar à mesa

Antes de falar sobre este tema, é importante que os alunos possam fazer o seu próprio diagnóstico e refletir sobre ele. Quais são as circunstâncias de cada um que podem influenciar os seus gostos em matéria alimentar?
Naturalmente, a cultura do país de origem, o local onde vive, a sua família, mas também outros aspetos como, por exemplo, os amigos e as memórias de bons e maus momentos, os livros que leu, os filmes ou anúncios que viu, etc.

Também poderá ser interessante conversar sobre a tendência que temos para gostar de certos sabores. Por que é que quase toda gente gosta do sabor doce?
Será que o gosto é uma coisa que já nasce connosco ou adquire-se, aos poucos? Por que é que só a partir de certa idade é que começamos a saber apreciar melhor determinados sabores e alimentos? Será que o gosto se educa?

Este tema procura levar os alunos a aperceberem-se de que a alimentação é algo mais do que nutrimentos, calorias, energia.
Alimentarmo-nos tem um significado que vai muito além de todos os aspetos físicos. 
Aquilo que comemos, a forma como escolhemos e preparamos os nossos alimentos, diz muito sobre nós próprios, sobre o mundo em que estamos inseridos e sobre a nossa relação com ele.

Fichas de Trabalho

O gosto escondido (Nº 35)

De onde vem o meu gosto (Nº 36)

A importância da mesa no prazer da alimentação (Nº 38)

Não gosto... ou talvez sim? (Nº 39)

Todos para a mesa (Nº 40)

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Mudar! 

Divulgar informações nutricionais, facilitar a compreensão dos conceitos importantes e promover experiências que reforcem o desejo de adotar estilos de vida saudáveis, é o papel de quem educa. Agora, a decisão de pôr em prática os conhecimentos adquiridos está nas mãos também dos alunos.
Neste tema sugerem-se atividades que permitem aos alunos estabelecerem e orientarem objetivos pessoais, planearem e organizarem mudanças. Planearão pequenos-almoços e lanches, serão colocados perante situações novas em que deverão tomar decisões que permitem igualmente reforçar o controlo que cada um tem sobre as suas escolhas.

Fichas de Trabalho

Como definir objetivos? (Nº 30) - 2.º Ciclo
Os meus objetivos para uma semana saudável (Nº 31)
O calendário dos meus objetivos (Nº 32)
O pequeno-almoço saudável (Nº 33)
Objetivo: lanche saudável (Nº34)

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Consumidores bem informados

Uma alimentação saudável começa muito antes de nos sen¬tarmos à mesa e comer criteriosa¬mente. Passa por adquirir competências no sentido de ser um consumidor atento e esclarecido. Alguns tópicos abordados neste tema:

- A lista de compras: saber fazê-la é importante, não só sob o ponto de vista de organização, de economia (não comprar mais do que é preciso, ganhar tempo para procurar melhor), mas também de mentalidade (dar prioridade a alimentos adequados a uma alimentação saudável, incluir alimentos de todos os grupos). 

- Saber ler um rótulo:
o rótulo é uma verdadeira carta de navegação que permite aos consumidores fazerem as escolhas mais adequadas à sua saúde. Para além dos rótulos tradicionais, obrigatórios em qualquer produto alimentar, existem já muitos produtos com rótulo nutricional, revelando a energia e os nutrimentos contidos no produto.

- Saber gerir a informação:
muitas vezes a informação está de tal maneira integrada no mundo à nossa volta que já a recebemos de forma automática, quase sem nos apercebermos disso. A informação sobre novos produtos alimentares, novas teorias e informações não fica de fora de todo este processo. Diariamente, os alunos, tal como todos nós, são sugestionados e conduzidos para determinados comportamentos alimentares.
Mas qual é a influência dos media na nossa vida e na nossa perceção da alimentação? Como podemos desenvolver uma postura crítica para fazer escolhas “esclarecidas”? 

- A ligação entre os produtos alimentares e a sua origem:
uma grande maioria das crianças não sabe distinguir os produtos cultivados no seu país dos produtos vindos de outras paragens ou não distingue as matérias primas necessárias à produção dos produtos alimentares. Conhecer a origem dos alimentos, aparece, assim, como uma prioridade a vários níveis: cultural (para evitar que as crianças só conheçam os frangos tal como os veem no supermercado), mas também em termos de Educação para o Consumo e de Educação para a Saúde – saber de onde vem o que se come e como foi feito, conservado, etc. responsabiliza o consumidor e permite-lhe fazer escolhas esclarecidas e conscientes.

Fichas de Trabalho

Flores, folhas e raízes (Nº 10) ) - 2.º Ciclo

Da terra à mesa (Nº 11) - 2.º Ciclo

Da terra à mesa (Nº12) - 2.º Ciclo

A conservação dos alimentos (Nº 13) - 2.º Ciclo

A lista das compras (Nº 17)

Não sabes? Pergunta ao rótulo nutricional! (Nº 18)

A informação nos media I (Nº 23)

A informação nos media II(Nº24)

Informação sobre alimentação: ler as entrelinhas (N.º 41)

Vi na TV (N.º 42)

Cábula do consumidor (N.º 44)